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Os velhos começos e os novos

Durante todo o último ano bati na mesma tecla: a pessoa que fui ontem é completamente estranha à mim no dia de hoje.

Eu sempre defendi com unhas e dentes as mudanças que fazemos com o intuito de evoluir. Sempre defendi mas quase nunca me permitia tê-las.

Muitas vezes me passava pela cabeça aquela história da essência: 'mudar uma coisinha aqui e outra ali não tem problema - mas esse pedacinho aqui faz parte da minha essência, então fica'. Mas o que diabos é assim tão essencial?
Quisera eu estar divagando sobre aparência, sobre roupas ou maquiagens... mas sabe aqueles pensamentos que nos acompanham por anos e deixamos que fiquem porque é cômodo? São esses mesmos que precisam ser postos à mesa... destrinchados.

E foi o que fiz. E tanto foi o que mudou! O mais engraçado é que a parte de fora acompanha  :)

~~~

Com relação ao blog, canal e redes sociais, minhas perspectivas mudaram drasticamente, também.

Quando comecei a blogar no Nox, comecei por livre e espontânea pressão.
Algumas pessoas que gostavam de minhas maquiagens me sugeriam constantemente de criar um blog para falar mais sobre o que eu usava e passar algumas dicas.


Uma das primeiras maquiagens postadas


Criei.
Fazia as postagens com "tanto gosto" que, na maioria das vezes, apenas postava a foto de determinada maquiagem que havia usado em alguma ocasião e falava por cima sobre os produtos.

Logo começaram a me dar uns toques: "De nada adianta postar as fotos se não mostra como fazer". E comecei a editar 'fotoriais'.
Que bonitos que davam trabalho! Tinha que tirar diversas fotos durante o processo, deixar todas com o mesmo tamanho, mesma iluminação (que eu ajustava editando) e escrever cansativas legendas explicativas.

Logo surgiram sugestões sobre criar um canal no youtube para fazer as maquiagens. Facilitaria minha vida, mas era muita exposição para uma pessoa extremamente tímida e muitos detalhes a cuidar, para uma pessoa extremamente perfeccionista.
Criei a contragosto.

Era evidente o quanto não me sentia a vontade com aquilo. Sequer falava nos vídeos - colocava legendas explicativas enquanto fazia a maquiagem.
Minhas inseguranças vinham a tona e, talvez para driblá-las, copiava trejeitos de moças gringas que via no youtube e admirava.

Não demorou muito para perceber que estava me perdendo. Fazia algo com o qual não me sentia a vontade, negligenciava minha personalidade e para quê? Para provar ao mundo que eu podia levar algo pra frente (coisa que não conseguia)? Para ganhar centavinhos no adsense? Para quê?

Engraçado. Um simples blog/canal de maquiagem me levantava tantas questões... Mas não era 'o que' eu fazia e sim 'como'. Algo não estava certo. E sempre que essas perguntas não tinham resposta, deixava de forçar a barra e excluía tudo.

E sempre sentia saudades.
Lia os comentários e me satisfazia muito saber que alguém se inspirara em mim para, sei lá, usar uma cor de sombra que sempre quis mas não sabia como - ou não tinha coragem.

"Sempre quis raspar os lados da cabeça, mas me preocupava com o que os outros iriam achar - você me inspirou."
Mal sabiam eles que me inspiravam ainda mais a continuar me expressando da forma que escolhi.

E sempre sentia saudades.
E foi durante o último ano, no qual tanta coisa mudou dentro de mim, que percebi o tanto de coisa boa que dá pra passar pros outros com um simples canal de maquiagem no youtube.

E que bom que sempre sentia saudades! Que bom que diversas pessoas maravilhosas entraram na minha vida porque me conheceram através do canal! Que bom saber que pude ajudar de alguma forma - seja com algum conselho ou incentivo. Que bom!

Se eu tivesse desistido - como tantas vezes pensei e como tantas vezes até desisti - olha o tanto que teria perdido e deixado se perder...


Obrigada!

Meu 2015, Marte e a Astrologia

Nem imaginei que fosse me dar vontade de voltar a esse blog algum dia... vez ou outra me bate uma necessidade de escrever algumas palavras - desabafar comigo mesma, sabem? Pensei: Por que não aqui?


O ano de 2015 foi um tanto cômico, não acharam? Quase todos se comportaram de maneira parecida e obtiveram resultados parecidos. Poucos terminaram satisfeitos.

Em março de 2015 começou o ano astrológico de Marte, que incorpora as energias da guerra, da ação, da impulsividade... só que ação e impulsividade não combinam tão bem quanto eu gostaria.


De minha parte, quis tirar todos os planos do papel e correr atrás dos meus objetivos... Com tanta energia dinâmica e agressiva, acabei ignorando o fato de que guerras exigem um bom planejamento e de que uma abordagem suave era necessária - algo que equilibrasse toda essa força; algo que eu não tive.

Cada passo se mostrava promissor e se revelava uma armadilha - me via andando em círculos, sem descansar e sem realizar. Depois de muitas tentativas achei melhor parar de caminhar. Visivelmente estava perdida.

O que eu realmente queria? Quais eram meus anseios? O que me faria feliz? Eu já não sabia mais. Abandonei tudo e esperei que algo me fizesse falta - quem sabe assim descobriria... E lá se foram diversas ideias, entre elas a ideia de manter o canal e o blog.

Isso me fez bem; pude colocar tudo na balança e rever minhas prioridades. Ainda estou aproveitando meu processo de abandono e aprendizado, confesso, e enquanto o ano astrológico de Marte não terminar e o Sol não vier com suas realizações, pretendo me manter assim.


Desde que me lembro, tenho consciência de que os astros influenciam diretamente nossas energias - quanto mais pesquiso, quanto mais leio, mais percebo o nível dessa influência. Apesar disso, a última coisa que quero dar a entender aqui é que meu fracasso se deveu a Marte.

Tudo é aprendizado e se tem uma coisa que Marte está me mostrando, essa coisa é que não aprendi a ter calma, a planejar cada passo com antecipação... vencer um jogo de xadrez. Às vezes, uma única atitude nos afasta do sucesso naquilo que estamos empreendendo, então, um ciclo se encerra de maneira desfavorável - o xeque-mate no xadrez; a morte na guerra... Agora, levando em conta que os fracassos tem o poder de ensinar melhor que as vitórias, não estou certa de que o ciclo esteja se fechando de maneira tão desfavorável assim.

Tudo é tão cheio de dualidade...

<3

Um Feliz 2016 a todos! Em pouco virá o Sol e as coisas se tornarão mais claras.


<3

Tag: Conhecendo Novos Blogs

A lindíssima e queridíssima Anna Costa me marcou na tag Conhecendo Novos Blogs - e é de conhecimento geral que eu amo responder tags ♥
De antemão eu já sugiro que visite o blog pessoal da Anna. Ela escreve sobre tudo um pouco - de minimalismo a literatura - e compartilho muitas de suas ideias. Um daqueles blogs que dá gosto de acompanhar, sabe?


Essa tag consiste em:
-Responder as perguntas realizadas por quem te nomeou;
-Criar 10 diferentes perguntas para os blogs que você pretende nomear;
-Marcar de 3 a 10 pessoas para responder a essas perguntas, e claro avisá-los da nomeação.

Vamos lá!


Qual o seu maior medo?
Acho que é perceber que as coisas com as quais gasto meu tempo não me acrescentam nada. Sabe a sensação de estar vendo a vida passar diante dos olhos sem aproveitar um segundo sequer, no automático? Tenho tido. Isso me amedronta.
Fora isso, o clichê de perder quem amo funciona comigo. Não por medo da morte, mas por medo da saudade.


Você ouve música bem alto ou num nível mais tranquilo?
Depende do meu humor. Se eu quero fugir dos meus pensamentos ou extravasar, coloco a música 'no talo' - se eu estou com a mente tranquila ou realmente quero aproveitar a música, prefiro ouvir numa altura ambiente.


Qual o último livro que você leu?
Reli A Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson. Comecei logo após fazer uma postagem aqui falando sobre a série Black Sails. Fora esse, comecei a ler A Bíblia dos Cristais, de Judy Hall, mas ainda não dei continuidade.




Sua auto-estima é alta ou baixa?
Diria que minha auto-estima é ok. Já tive meus momentos de baixíssima auto-estima mas, atualmente, até que me gosto.


O que você faria se ganhasse na loteria?
Meu sonho é montar um abrigo para animais de rua... um lugar onde pudessem receber carinho, cuidados de especialistas e onde pudessem ser bem tratados. Sei que não é necessário ter tanto dinheiro pra isso, mas queria ter a certeza de que não os faltaria nada e de que eu poderia salvar quantos animais passassem pelo meu caminho.
Fora isso, viajaria o mundo! Especialmente o Quênia, a Tanzânia e o Egito, que são os lugares dos meus sonhos.


O que te tira do sério?
As pessoas, no geral, tem esse dom. Muitas máscaras e pouca empatia.
Talvez por isso seja raro eu criar intimidade com alguém. Sempre dou preferência a relações superficiais e, em contrapartida, tento evitar que me escapem as pessoas queridas.


Qual sua memória favorita?
O céu da Bahia.
Costumávamos nos sentar nas calçadas da rua, junto aos vizinhos, para bater papo nas noites de calor. Enquanto meus familiares conversavam, eu brincava com as crianças do bairro sob a luz do luar, perto de nossos cuidadores. Aquele céu, todas aquelas estrelas... ♥  Nunca mais pude ver um céu como aquele.


Graças à nossa querida poluição e ao excesso de luminosidade, minha câmera vê mais estrelas que eu.


Você faz alguma coisa esquisita quando está sozinha?
Converso sozinha e com os objetos ao redor. Nem acho tão esquisito assim rs


O que você veste pra dormir?
Nada no calor e moletom no frio.


Qual seu maior desejo no momento?
Conseguir logo minha independência financeira e me mudar de São Paulo, em busca de um céu parecido com o da minha infância. Não necessariamente nessa ordem.


Bom, essas foram as perguntas. Adorei todas e algumas me fizeram pensar bastante!
Muito obrigada pela lembrança, Anna ♥
Como sempre, não marcarei ninguém (e, portanto, não farei as perguntas). Adoro responder tags mas sempre evito repassá-las.

Espero que tenham gostado de me conhecer um tantinho mais.
Beijos grandes e até a próxima postagem!


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Sobre Black Sails e a Pirataria

Quem é vivo sempre aparece, não?

Essa semana estou bastante desligada de maquiagens, tutoriais, looks, cosméticos... enfim, desligada do tipo de assunto que costumo abordar aqui ou no canal. Sabe aqueles dias que a gente tira pra ficar encolhido num canto, fazendo coisas relaxantes e saindo da rotina mental? Decidimos, o Yuri e eu, nos recolher para jogar, fazer música, assistir a maratona de mais de 20 filmes do James Bond (estamos no 7°), desenhos, seriados...

Por falar em seriados...
O Yuri se interessa demais pela história dos piratas. Quando digo isso, não me refiro somente à pura ficção - como em Piratas do Caribe da Disney - me refiro principalmente aos verdadeiros piratas do Caribe! Os homens sem bandeira, que criavam suas próprias leis e aterrorizavam os 7 mares! Homens e mulheres como Henry Morgan, Edward Low, Anne Bonny, Mary Read e Charles Vane.

Acontece que a fixação dele pelo assunto é tão grande que acabou me infectando também rs. Ele sempre aparece em casa com um livro mais interessante que o outro e, tendo lido alguns deles, não tenho como negar que a história real é muito superior à qualquer ficção que as toma por inspiração. Ai apaixonei.


Alguns dos livros históricos que temos sobre Piratas, nacionais e importados


Mas óbvio que nos interessamos pelos Piratas do Caribe da Disney, da vida, também! Então assistimos filmes, compramos jogos, lemos livros de ficção...

Um desses livros, bastante famoso, é A Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson.
Trata-se de um livro infanto-juvenil que conta a história do garoto Jim Hawkins, que sai para o mar em busca do tesouro escondido pelo temido Capitão Flint.

Então lá estou eu, vivendo minha vida pacatamente, quando sr. Yuri aparece falando que fizeram uma série inspirada nesse livro, contando os acontecimentos que se passaram 20 anos antes da história narrada nas páginas. ÓBVIO que corremos procurar para assistir.


Black Sails (Duas Primeiras Temporadas)

Não estávamos criando expectativa alguma. Pensamos que seria uma daquelas séries extremamente fantasiosas, com piratas Jack-Sparrownianos. Nada contra, mas quando se trata de ficção, são poucas as obras que retratam os piratas da maneira que realmente eram; pessoas ambiciosas, sem escrúpulos, vivendo de acordo com suas próprias regras; vezes assassinos sanguinários, vezes apenas inconformados com as leis que regiam seus países.




Demos com a língua nos dentes logo no primeiro episódio!

A série mistura os personagens fictícios do livro A Ilha do Tesouro com personagens históricos. Dentre os históricos, roubam a cena Charles Vane, Anne Bonny e John Rackham - todos com histórias fictícias, claro, mas mantendo a personalidade dos piratas que os inspiraram. Também vemos alguns acontecimentos históricos relatados ficcionalmente, o que me chamou muito a atenção.

É trazido de forma realista como as pessoas viviam naquela época, como os governantes lidavam com os assuntos das colônias e como tentavam minar a grande influência da pirataria de seus negócios. Não vemos pudores nas cenas de sexo, nas cenas de batalhas sangrentas ou nas cenas que chamam a atenção para pessoas sendo tratadas como animais - como gado - e vendidas aos poderosos comerciantes de café e açúcar.

Sério, você só vai saber o que é plot twist quando assistir a essa série. A história é envolvente demais, cada episódio é melhor que o outro e a segunda temporada, arrisco dizer, foi melhor que qualquer temporada de série que eu já tenha visto, excluindo Vikings, que fica pau-a-pau.

Tenho muitos, mas MUITOS, motivos para amar a série. Não vou contar porque seriam spoilers absurdos, mas confio que você encontrará vários deles conforme for assistindo.

Enfim, eu recomendo demais!


Senti a necessidade de espalhar para todos porque, apesar da série já ter sido renovada até a quarta temporada, eu morro de medo que cancelem por falta de feedback (o que aconteceu com Constantine recentemente) - então quanto mais pessoas eu puder aliciar para dar apoio no facebook, no twitter e etc, eu farei!

Ainda não há distribuição no Brasil; por enquanto, a única maneira de assistir é online ou baixando os episódios via torrent na Baía Pirata (hehe) e as legendas no site Só Legendas.

Como eu apoio os produtores dos conteúdos que gosto, assim que encontrar a série disponível em DVD, irei adquirir (como sempre fazemos com as séries/filmes/jogos/cds/etc que gostamos e encontramos). Enquanto isso, vamos acompanhando pela internet mesmo!

Eu espero muito que você tenha gostado da dica!
Se for assistir, venha me contar o que achou! Se já assiste, me conte aqui nos comentários o que acha!

Beijos grandes e até a próxima postagem!


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A fútil do blog de maquiagem

Não foram poucas as vezes que pensei em desistir desse blog.
Até já exclui tudo uma vez, mas bateu o arrependimento e a saudade de compartilhar o pouco que sei sobre maquiagem e voltei. Desde então não tive muita paz nesse sentido... vez ou outra me pego pensando em excluir tudo pra não recomeçar mais.

Por que isso acontece? Pura e simples falta de identificação?

Logo descobri que as perguntas que realmente fervilhavam por trás das cortinas tinham mais a ver com: Que tipo de imagem eu passo às pessoas que me visitam? Será que elas pensam que 24 horas do meu dia se resumem em maquiagem, looks e vídeos no youtube? Pior: será que estou mesmo sendo fútil?

Olho o blog, todo o conteúdo que já publiquei e fico me perguntando quanto de mim tem nisso tudo. Foi pensando nisso que encontrei o problema: eu não me enxergo por completo nesse blog. Não tem muito de mim aqui... na verdade, tem quase nada.

Pensei um tantinho mais e, puxa vida, não era pra ter mesmo!
Num lapso de racionalidade, lembrei que isso aqui é apenas um blog de maquiagem, looks e - no máximo - alguns pensamentos relacionados ao assunto. Um blog que eu fiz exatamente pelo prazer de ter algum lugar para compartilhar coisas que não considerasse sérias; pelo prazer de ser fútil e poder me concentrar em amenidades algumas vezes por semana. Quem sabe até poderia ajudar alguém com isso!

Isso daqui tem a ver comigo? Isso sou eu?
Sim! Isso sou eu.
Mas não só isso; eu também sou um pouco dos livros que leio, dos filmes e séries que acompanho, dos jogos que me divertem, das notícias que chamam minha atenção... sou um pouco das (poucas) pessoas que fazem parte de minha vida, dos pensamentos que tenho e expresso (ou não expresso), dos lugares que vou por obrigação e por prazer... sou muito das músicas que ouço e da pessoa com quem compartilho o cotidiano - e poderia estender essa lista por infindáveis parágrafos!
Poxa... sou muitas coisas - não só um blog ou um perfil no facebook.
Ninguém é.


Será que não existe dualidade nas pessoas?


Afinal, será que realmente importa se estou vindo aqui e sendo um pouco fútil? Será que realmente importa a imagem que algumas pessoas fazem de quem tem um blog de maquiagem?
Vivendo em sociedade, aprendemos que as pessoas tem nuances, são complexas. Muitas vezes nos surpreendemos com alguém que julgávamos conhecer bem - alguém que está em nosso convívio há anos ou, até mesmo, alguém que compartilhou conosco o mesmo lar desde que nascemos! E isso é lindo!

Ao me preocupar de estar parecendo fútil num blog que não tem a finalidade de escrever textos pessoais (muito menos filosóficos), a única coisa que me passa pela cabeça é: "Por que a opinião de desconhecidos tem me influenciado?".
Além disso, qual o problema em ser "fútil" (põe aspas nisso) algumas vezes?

Enquanto procuro a solução dessa equação posso dizer que, por enquanto, a vontade de excluir tudo foi neutralizada.

(De repente me deu uma vontade louca de divulgar um blog de pensamentos que tenho desde 2012 - Meu Sol Negro... Quem sabe alguém possa entender alguma coisa dos pensamentos dispersos que tenho rs)


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Tag: Meu Blog e Eu

Meus amores!

Hoje venho responder uma tag que simplesmente amei, que é a Tag Meu Blog e Eu. Só de ler o nome eu já passei por uma profunda reflexão sobre quais são minhas intenções e metas para com o blog. Talvez isso me ajude a ser uma pessoa menos perdida nesse mundo blogueiro rs.

Quem me indicou para respondê-la foi a Alessandra. Sabem aquela pessoa linda, elegante, simpática, sincera e serena? Pois a Ale é isso e muito mais! Uma pessoa maravilhosa que tive o prazer de conhecer na Comilança do Nosferô que aconteceu no ano passado e, se tudo der certo, terei o prazer de reencontrar esse ano. Ela escreve o blog Estranho Fluxo, que recomendo infinitamente a leitura!
A Rubidiva linda e deusa, que vocês conhecem bem do Nosferotika, também me taggeou!

Quanto à tag, as regras são responder as 8 perguntas, indicar 8 blogs e linkar de volta quem me indicou. Vamos lá!


Por que você criou o blog?

Eu queria mesmo ter uma resposta bonita pra colocar aqui, mas não tenho. Criei o blog por pressão de algumas amigas, que falavam que eu deveria fazer tutoriais para ensinar minhas maquiagens.
Com o tempo fui percebendo o quanto isso aqui é um espaço maravilhoso para conhecer pessoas (e conheci pessoas absurdamente maravilhosas), mas comecei bem errado.


Como escolheu o nome do blog? 

Eu escrevo blogs desde os 13/14 anos. Sempre foram blogs-diário nos quais expunha meu pensamento sobre assuntos diversos. Percebi que esses blogs tinham uma carga energética bastante pesada, pois normalmente tirava inspiração de acontecimentos ruins e era raro escrever neles sobre algo positivo.

Quando criei o Nox, quis que ele fosse um espaço diferente, para divulgar o que eu tinha de mais leve e descomplicado - porém, mesmo esse leve tinha algo de muito pesado por conta dos meus gostos pessoais. Surgiu, então, o nome Nox et Lux; era como mostrar as duas facetas de um mesmo ser - a sombria e a iluminada. Gostei da dualidade. Dualidade me representa.


Quando o seu blog foi criado ?

Assim como a Ale, tive que colar nessa! Esse Nox foi criado em Maio de 2013, mas antes dele eu tinha outro Nox que acabei excluíndo. Esse era de 2012.


Qual o principal assunto que seu blog aborda?

Maquiagem, resenha de produtos, looks e um tantinho de comportamento, quanto estou inspirada.


Quem fez o seu layout?

A Rubia do Nosferotika! Aquela diva maquia bem, escreve bem, se monta bem, é lacradora e, ainda por cima, webdesigner! Ela que é a culpada por esse layout lindo, porque eu jamais conseguiria fazer metade disso.


Fale um pouco do layout, o que ele representa?

Esse layout, de cara, já diz qual o foco do blog: maquiagem. Só de ver minhas pálpebras coloridas logo no cabeçalho, o pessoal já imagina.
As cores verde e roxo formam minha combinação preferida da vida! Verde e roxo é o meu preto e branco, então pedi pra Rubi juntar tudo isso num layout sem perder o toque dark e ela lacrou.


Pensa em fazer do blog um trabalho?

Não penso em fazer dele um trabalho, mas certamente penso em ganhar dinheiro com ele.
Gerar conteúdo depende de inspiração, criatividade, tempo, energia, paciência... coisas que eu considero valiosíssimas - então, não vejo porque isso não poderia me render algum pra ajudar nas despesas.

Ninguém faz nada de graça - sempre fazemos algo que nos agregue valores, sejam eles imateriais ou materiais. Se agregar ambos, é vantagem dupla.


O que você diria para as blogueiras que estão começando agora?

Algumas pessoas entram em contato comigo pedindo dicas e eu fico assustada! Primeiro porque a maioria pensa que eu, no auge dos meus cento e poucos seguidores, estou queimando estoques de dinheiro no inverno e depois porque elas pensam que ter esses cento e poucos seguidores foi mamão com açúcar. Por esses motivos, tenho uma listinha:

~ Minha principal dica é: veja bem por quais motivos você está começando um blog!
Em três anos de blog, só fiz UMA retirada de dinheiro no Adsense, então se sua intenção é fazer dinheiro e viver disso, saiba que não vai ser fácil, vai ser um caminho longo, horripilante e cheio de buracos. Por tudo isso, esse é um começo errado - os poucos centavos que você conseguir no seus primeiros meses (a não ser que você faça um daqueles virais ridículos e ganhe milhares com um único vídeo) NÃO IRÃO te animar a continuar blogando quando o desânimo aparecer - motivos concretos e que agreguem valores imateriais irão.

~ Ganhar seguidores na base do "sigo de volta" não só irá atrapalhar como irá tirar toda a credibilidade já no início do percurso. O mesmo serve para curtidas, inscritos e o que mais sua rede social preferida usar para nomear os amigos virtuais.
O melhor de ter um blog, como a Sana disse, é encontrar semelhantes - pessoas com gostos em comum e que se identifiquem com você - essas são as pessoas que fazem a diferença!

~ Sabe quando você está escrevendo uma palavra e aparece um ondulado vermelho embaixo? Quer dizer que a palavra está escrita de forma incorreta! Arrume essa palavra, pelos deuses. Se visito um blog com textos mal escritos e contendo erros de português, não volto, pois é importante demais que você saiba como passar sua mensagem.

~ Por último, seja sempre você mesmo. É natural que você decida ser mais seletivo com o que publica conforme mais pessoas forem te conhecendo (afinal, a vida já é suficientemente estressante para ganharmos inimizades por conta de más interpretações) e é bom entender que isso não é ser vendido, não é perder sua personalidade. Ser vendido é mudar misteriosamente sua opinião sobre algo por conta de algum agradinho - isso, você não deve fazer. Não deixe que nada compre sua opinião.


Enfim, nem deu pra perceber o quanto gostei dessa tag, não é? Resolvi postá-la o mais breve possível pois tenho a mania horrível de esquecer que fui taggeada, esquecer quem me taggeou e parecer que dei aquela ignorada.

Espero que vocês tenham tido paciência para ler tudo, pois escrevi com a maior sinceridade e o maior carinho. Não irei marcar ninguém porque tenho receio de marcar quem não queira responder - mas, se você gostar, responda e me deixe o link nos comentários, pois adorarei ver sua opinião.

Beijões e até o próximo!


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Os julgados que também julgam

Quantas vezes já fomos julgados por nossa aparência nas ruas? Tendo - a maioria das pessoas que me acompanha - um estilo alternativo, ao menos uma vez por dia alguém nos olha torto ou mesmo solta alguma gracinha pelo simples fato de parecermos diferente do socialmente aceito.

O que mais incomoda nessas situações é a falta de empatia das pessoas. Elas não nos conhecem, não fazem ideia de como está sendo nosso dia, mas fazem questão de nos dizer o que acharam de nossa aparência - como se fosse algo impossível de segurar e manter para si, em seus pensamentos.
Mas e quanto à nós e nossa falta de empatia?

Ontem mesmo, refletindo sobre isso, eu lembrei de um acontecimento simples, mas que mudou muito minha forma de pensar e agir.
Em 2009 um caso peculiar virou notícia por todo o país: uma moça foi hostilizada na faculdade por conta de uma peça de roupa - Geisy Arruda. Eu lembro bem da minha opinião sobre o acontecido. Comentei com meu tio algo como: "Bem feito! Quis 'aparecer' indo com roupa inadequada para a faculdade - deu nisso!"

Meu tio - um dos melhores amigos que tenho - disse: "Me admira que você tenha uma opinião como essa... Imagine se fosse você, com suas roupas pretas e maquiagem pesada, causando tumulto por causa da forma como se veste?"




Foi como um soco no meu estômago.
Quem era eu pra mudar o conceito de roupas adequadas da moça? Se ela entrara na faculdade vestida daquela forma, era porque o ambiente dava essa liberdade para os alunos - quem era eu para tirá-la? Quem era eu pra julgar que ela estava vestida daquela maneira com o único objetivo de chamar a atenção? Não é o mesmo que pensam de nós - pessoas de estilo incomum, com tatuagens, piercings ou cabelos coloridos?
Nesse momento, pouco me importava se minha opinião sobre a moça estava correta. Nesse momento, na verdade, minha opinião não importava nenhum pouco.

Puxa vida: quantas vezes nós - os estranhos de roupas esquisitas - não perpetramos os mesmos preconceitos que sofremos? Quantas vezes já não comentamos com nossos amigos o quanto 'aquela pessoa' está brega, ou vulgar demais, ou sem noção do ridículo? Quantas vezes não julgamos aquela moça perfeitamente maquiada, com roupas lembrando a Barbie, comentando sobre o quanto ela é superficial e quer chamar a atenção?

É absolutamente normal que queiramos ter uma opinião e expressá-la com os amigos e colegas - afinal isso é melhor do que jogá-la sobre o alvo, da forma que costumam fazer conosco, não é?
Mas é mesmo necessário que tenhamos e expressemos uma opinião sobre o outro, a forma como ele se veste e o que ele faz de sua vida? O que ganhamos quando expressamos nossas ~ oh, tão importantes ~ opiniões sobre o outro? Nos faz sentir melhores que ele?

Recomendo muito esse texto, no Papo de Homem, que veio na hora certa, enquanto refletia sobre isso e sobre como os 'julgados' são os que mais entram na roleta russa de julgar o próximo.
Vamos exercer a 'não opinião'?

Beijões e até a próxima!



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Lista de Desejos

No período da minha adolescência, eu me encantava por absolutamente tudo o que tivesse rendas e fitas de cetim, apesar de nunca ter feito o tipo delicada. Achava lindo nos outros e, mesmo odiando como tudo ficava em mim, comprava algumas peças. Até conseguia encaixar uma coisa ou outra em meu estilo pessoal, mas tive que me livrar da maioria das roupas que comprei nessa época.


Não adianta achar uma peça bonita se ela não se encaixa em nosso estilo pessoal ou se não terá muito uso, não é mesmo?
Por isso, como eu disse na postagem sobre minha relação com o consumo, eu resolvi montar algumas listas de desejos - isso não só fará com que eu mantenha o foco nas coisas que realmente quero comprar, mas também me ajudará a refletir sobre o que eu posso usar para representar por fora quem eu sou por dentro.

Vou começar com os sapatos.
Depois de avaliar minha situação, percebi que - na prática - tinha apenas dois pares de sapato, pois meu sapato de boneca da Vilela machuca demais o meu pé e minha sandália da Pulo do Gato está um pouco pequena pra mim. Restavam apenas meu coturninho militar e minha bota...


1 ~ Coturno 5021, Vilela Boots;
... até que o Sr. Yuri me presenteou - em meu aniversário - com esse, que era o número 1 da minha lista de sapatos! É o coturno cano longo mais básico da Vilela. O legal é que posso usá-lo em looks casuais e até extremamente elaborados. Já usei tanto que está até ficando velho (okay, usei três vezes).
E por que eu o coloquei na lista, sendo que já o tenho? É que, na verdade, fiz a montagem das fotos antes de ser presenteada, tive preguiça de cortar depois, então ele está aqui.

2 ~ Bota Swing 815, Demonia;
Eu sempre fui apaixonada por essa bota!! Quando usei a da Rubia, que é o mesmo modelo mas com salto diferente, fiquei ainda mais apaixonada. Ela faz o look! Qualquer vestidinho preto e liso, com uma bota dessas, fica a montação em pessoa. Como estou na vibe de parecer montada sem esforço, ela será perfeita pra mim.
Pretendo importá-la do ebay e já estou juntando as moedas.

3 ~ Sapato Stomp 16, Demonia;
Sou a louca das plataformas. Esse sapato é lindo e parece extremamente confortável. O detalhe dos zíperes, pra mim, é matador. Ele está em minhas listas mentais de desejos faz uns 4 anos, mas nunca me empenhei para comprá-lo. Agora, estou juntando as moedas pra ter um lindo desses em minha cof cof coleção.


Adquirindo os dois sapatos restantes de minha lista, viveria sem pensar em comprar outros por diversos anos, tenho certeza!
Agora, se tratando de roupas e outras peças, eu realmente não quero tantas coisas.


1 ~ Corset Underbust, A'Karólle Corsets;
É um corset básico, lindíssimo, que pode incrementar absolutamente todos os looks que eu quiser e que poderei usar no waist training! Sempre babo na modelagem perfeita da marca, e eles tem um preço muito amigo!

2 ~ Vestido 5084, Dark Fashion;
Não precisa, necessariamente, ser esse vestido! Um vestido básico, soltinho e que tenha detalhes navalhados (que, dependendo da situação, eu mesma posso fazer) está me fazendo falta! Usei esse para ilustrar mas, se eu conseguir encomendá-lo sob medida retirando os spikes dos ombros, compro ele mesmo!

3 ~ Bolsa Básica;
Sério, minha mochila de caixão está pedindo um arrego terrível. Um dos zíperes foi pro saco um pouco depois de eu ter feito a postagem mencionando ela  =\
Quero uma bolsa normal (vou tentar me acostumar) e bem básica, para que eu possa incrementar com todos os spikes e correntes que minha imaginação me permitir!


Por último, vou mencionar uma extravagância:


Não é por ser da Toxic Vision, não - é que no momento que vi esse vestido, ele passou a ser meu sonho de consumo das peças de roupa. O material, a estampa de Baphomet, o modelo... Sei que a Mine, da loja Sweet Sam, consegue fazer algo parecido, então vou juntar uma graninha para conversar direito com ela sobre essa possibilidade, porque esse vestido é o suprassumo da perfeição!

E é isso!
Não são muitas coisas, mas são coisas que sei que vou usar até se desfazerem de velhas! A bota da Demonia eu vou usar até pra dormir, tenho certeza!  rs rs
Quando eu conseguir realizar esses desejos, é óbvio que venho atualizar a lista e falar as minhas impressões pra vocês.

Gostaram?
Nunca fiz esse tipo de postagem, então a opinião de vocês será mais bem-vinda que de costume!

Beijões!


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Sobre minha relação com o consumo + vídeo de compras

Depois de ter lido um ótimo texto onde a Jaci expõe sua opinião sobre o consumismo - dando dicas para fazer uma coleção legal de maquiagens, no blog Cor de Iogurte - e de ter prometido fazer um vídeo mostrando minhas comprinhas de maquiagem, resolvi dar meu parecer sobre o assunto.

~

Sábado à noite aconteceu algo engraçado quando saia do trabalho.
Lá estava eu, pegando minha mochila em formato de caixão e me preparando pra ir pra casa. Na porta, estava um segurança com o qual tinha trabalhado dois anos atrás conversando com outro rapaz. O cumprimentei, dei as costas e ele falou "Não acredito que você ainda tenha esse caixão!!".

Ri da situação e fui pensando sobre o assunto enquanto caminhava até minha casa.
Me surpreendi quando lembrei que uso a mesma bolsa de caixão todos os dias (seja para trabalhar, ir no supermercado ou sair), nos últimos cinco anos.


A famigerada mochila


Não me orgulho disso. Também não me envergonho. Apenas sou assim.
Gosto da bolsa, ela ainda está usável, tem um charme à mais - que só o tempo e muita surra são capazes de dar às coisas - e simplesmente não calhou de eu encontrar uma outra que gostasse tanto para substituí-la.

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Vocês já repararam nos looks que posto no blog?
Em 90% deles, estou usando exatamente a mesma bota da marca Pulo do Gato. Tenho poucos sapatos (essa bota, um coturno simples, um sapato boneca e uma sandália modificada) e nem chego à usar todos eles com frequência.

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Essas coisas acontecem por que sou mão-de-vaca e economizo até a última gota?
Eu sinceramente parei para refletir (por não me considerar uma pessoa mão-de-vaca) e cheguei à conclusão de que, na verdade, eu me apego muito às coisas das quais gosto e, em contrapartida, odeio acumular quinquilharias inúteis. O Yuri que o diga, pois quando rola uma faxina em casa, metade da mobília vai para o lixo...  rs

Se tenho alguma coisa que está guardada há tempos, eu logo dou um jeito de me livrar dela. Normalmente jogo no lixo (por ser um item que usei inescrupulosamente e não tem mais condições de ser re-utilizado) ou vendo (por ser um item que comprei e nunca usei).

Isso acontece, também, com minhas maquiagens.
Logo quando criei o blog, estava caindo na armadilha de comprar produtos indiscriminadamente para, apenas, fazer um texto dando meu parecer à vocês. Comecei a acumular alguns produtos e logo cai na real: várias maquiagens que eu não usava estavam ocupando meu espaço e chegando à data de vencimento.

Parei, pensei, joguei vários produtos fora e me prometi algo: "Só irei comprar maquiagem que realmente irei usar - e irei usá-la com a maior frequência possível, para que os produtos não fiquem parados".
Depois disso, vez ou outra eu me peguei comprando algo por mera curiosidade, sem sequer pesquisar resenhas antes (coisa que eu sempre faço), mas essa é uma atitude que diminuiu de forma assombrosa.

Para me ajudar com o hábito de não comprar inutilidades, estou aderindo às wishlist's, pois realmente elas fazem uma baita diferença! Eu não sabia o poder que uma wishlist tinha, até perceber que - enumerando as coisas que queremos - conseguimos um tempo para pensar se realmente as usaremos com frequência ou se (no caso das roupas) poderemos combiná-las com o que já temos. Além disso, chegando à conclusão de que realmente queremos aquele item, a wishlist nos ajudará a manter o foco e a consegui-lo mais depressa.

Dito isso, posso adiantar duas coisas pra vocês:
- Irão aparecer listinhas de desejos aqui no blog;
- Com a economia, as pizzas estão rolando soltas!

E vocês? Qual critério usam quando querem comprar algo novo? Saem comprando tudo, mesmo, ou pensam e repensam?
Compartilhem seus métodos comigo <3


Beijões!


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Como será daqui pra frente?

Hoje faz, exatamente, 23 dias desde que fiz uma postagem anunciando uma pausa no blog.
Na verdade, minha intenção era simplesmente excluir tudo e fingir que nada disso havia existido antes, como sempre faço quando a pressão aumenta - ainda bem que não o fiz.

Na mesma semana que entrei em hiato, percebi o quanto a interação que tenho com vocês me faz falta. Muitas vezes dá vontade de desistir de minha própria personalidade em prol das pessoas e das circunstâncias - de todos os desincentivadores que aparecem em minha vida - mas quando se tem o apoio que vocês me dão com tanto carinho, como pensar nessa possibilidade? Nesse aspecto, o blog é de extrema importância em meu dia-a-dia e eu teria me arrependido amargamente se tivesse desistido de tudo.

Estou aqui para dizer que - sim - já estou voltando.
Minha rotina não tem sido fácil, então esse blog será um cantinho de descanso, de distração, que era exatamente o que tinha planejado para ele.
Não quero mais tratar as postagens como obrigatórias, nem quero mais ter compromisso com datas e outros aspectos que estavam me desagradando.

Além disso, quero voltar  postar textos (ou vídeos, não sei) de opinião. Sinto que falta essência nesse blog, falta pessoalidade. Postar maquiagens, estilo e dicas de produtos é algo legal - porém uma das coisas que mais gosto em outros blogs é poder conhecer novas e interessantes pessoas - falta isso no meu próprio...

Então; sem amarras, sem muito comprometimento e com uma pitada de pessoalidade.
Irei fazer desse blog um cantinho que eu goste, por consequência, espero que vocês gostem também!

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Meu gosto por artesanato e os olhinhos de réptil | felinos

Olá, Succubi!

Update: agora eu faço esses olhinhos para venda na página do facebook. Clicando aqui, você vai direto para o álbum onde se encontram os modelos novos!

Hoje eu venho extremamente animada conversar com vocês sobre artesanato. Não só irei mostrar o que andei aprontando pra vocês como darei algumas dicas para quem quiser tentar por si mesmo!

Eu sempre gostei de artesanato; tanto de adquirir peças com artesãos quanto de me arriscar à fazer algumas coisinhas.
Semana passada, eis que chegam minhas encomendas do ebay - algumas bases para pingentinhos e os vidrinhos transparentes para fazer os pingentes em si - e eu já tinha em mente o que queria com eles:




Esses olhinhos não são novidade, minhas lindas. Já vi muitos pingentes, anéis e até brincos com esse desenho por ai e sempre achei magníficos - porém, nunca os encontrava para vender. Logo, comecei a pesquisar alguma maneira de reproduzi-los para mim.

Foi quando alguma coisa que pesquisei no ebay me retornou uns vidrinhos redondos nos produtos relacionados. Pesquisei, pesquisei e pesquisei até chegar nas bases para os pingentes, onde colava-se o vidrinho, então juntei tico-teco e encomendei.
Semana passada eles chegaram para mim:




Então comecei a pesquisar maneiras de fazer o olhinho em si.
Encontrei esse site que explica detalhadamente como fazer um pingentinho desses usando uma figura impressa em papel e o resultado é bonito - mas já vi olhinhos desse tipo feitos com essa técnica e eles ficam sem vida, sem brilho (e olhos sem vida não dá, né?).
Resolvi partir pra maneira mais difícil e pintar à mão o desenho dos olhinhos  *-*

Tudo isso deu nesses cinco pingentes aqui e, para mim, foi um resultado extremamente satisfatório (principalmente para uma primeira tentativa):




Só pintar por trás do vidrinho e colar na base. Mas vou avisando: foi MUITO difícil para que eu conseguisse fazer esses daí, principalmente por causa do efeito das pupilas dos bichos. Eu passei muita raiva, desperdicei muita tinta, mas eles saíram.
Se você sabe pintar e/ou gosta de trabalhos manuais, é uma boa! Quando se pega o jeito é gostosinho de fazer!

É isso: dei algumas dicas para quem quiser tentar por si mesmo e, para quem não leva jeito com isso ou não pode fazer encomendas internacionais, aviso que estou vendendo esses daí.






R$20,00 + R$7,00 de Frete por carta registrada
- Mande um e-mail para mochlathlux@gmail.com ou entre em contato pelo facebook que te passo a conta para depósito


Claro que se você puder marcar comigo algum lugar para nos encontrarmos, fica só por R$20. Lembrando que estou vendendo apenas o pingente, sem a correntinha.

Como esses foram apenas testes que deram certo, tenho só esses cinco meeeeeeeesmo! Mas já tratei de encomendar mais bases e assim que elas chegarem, posto o resultado dos novos pingentinhos pra vocês!


No pescoço:





UPDATE:
Os pingentes atuais estão sendo vendidos na Nekrowear. É só clicar aqui para ver os modelos que estão disponíveis.


Espero que tenham gostado!

Beijões

Tarde no Cemitério do Araçá

Esse final de semana tirei um tempo, com o amor e uma amiga, para visitarmos o Cemitério do Araçá.

Eu havia visitado-o uma vez apenas e consegui perder, nos backups da vida, todas as fotos maravilhosas que tinha tirado de algumas esculturas. Dessa vez eu fiz algumas fotos também e estou vindo aqui dividir com vocês.




Não sei se todas as pessoas que visitam o meu espaço gostam tanto de cemitérios quanto eu, mas sei que deveriam.

Cemitérios são um bom lugar para escutar os próprios pensamentos e os daqueles que lhe são importantes... Um ótimo lugar para pensar sobre o significado da vida, para distribuir importâncias e perceber que tudo é tão passageiro...
Pra procurar a beleza que está nas coisas mais simples...




...ou mesmo nas mais complexas.





Para os admiradores de arte, é um espetacular museu à céu aberto com diversas esculturas incrivelmente detalhadas que tanto falam sobre a saudade e a tristeza de se perder uma pessoa querida...





... ou mesmo, mostram imponência por conta de um simples sobrenome, que já nem é lembrado.






Só sei que tudo num cemitério passa uma absoluta calma, uma melancolia e um senso de inferioridade enormes: que é nosso corpo senão um amontoado de matéria descartável? Que importância tem nossa aparência, nossos costumes, nossas vestimentas se é tudo tão vão? E o que realmente importa?




É por isso que gosto tanto de visitar cemitérios; cada escultura, cada túmulo, cada expressão de saudades conta uma história que nos faz pensar sobre a nossa.
Só eu acho cemitérios tão cheios de vida?

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O que é ser gótico? E ser você mesmo, o que é?

Antes de mais nada, se você quer saber do que realmente se trata a subcultura gótica, leia esse FAQ maravilhoso, que contém muitas tiradas cômicas, escrito pelo Kipper e sua esposa Flávia.

Existem dois códigos que são essenciais para alguém ser considerado parte do gótico: seu estilo musical e seu estilo visual. Ouvir The Cure e vestir arrastão te faz muito mais gótico que saber de cor cada palavra escrita no romance "O Estrangeiro" do francês Albert Camus ou saber como se desenvolveu o horror expressionista. Agora, interessante é saber que R. Smith usou o romance de Camus como inspiração para compôr a música "Killing an Arab" e que as referências estéticas dos góticos vem de filmes como "O Gabinete do Dr. Caligari", do expressionismo alemão.

O que eu quero dizer com isso? Que o gothic rock, o darkwave, o ethereal, o preto nas vestimentas e a maquiagem pesada tem um motivo de ser. Pense: as pessoas sempre se inspiram naquilo que gostam. Se eu adoro filmes de horror, é natural que queira enfeitar meu quarto com bonequinhos do Drácula (interpretado por Bela Lugosi, é claro), com crânios, com caixões, com a cor negra... É natural que eu adore a música Bela Lugosi's Dead do Bauhaus, porque eu acho o Bela Lugosi um ator esplêndido! Enfim, é uma coisa que leva a outra.

Sabe o que acontece? As pessoas confundem muito a preferência com a obrigação de gostar de determinados temas. Você não decide algo como "hoje eu quero virar gótica" só porque achou as roupas legais e depois diz: "Bom, já que eu vou virar gótica, tenho que gostar desse tipo de literatura, desse tipo de música e desse tipo de filmes".

Uma pessoa que não segue modas decide que vai ouvir o que combina consigo, se vestir da maneira que gosta, assistir o tipo de filmes que aprecia e frequentar o tipo de festa que toca suas músicas preferidas - e depois essa pessoa acaba notando que tudo isso a fez ser parte integrante de uma subcultura onde muitos outros adoram as mesmas coisas! Olha que interessante!

Quero dizer com isso que sou gótica? Não! Eu quero dizer com tudo isso que não importa! :D
Quero dizer que realmente não me faz diferença saber se as músicas que escuto são ou não parte integrante da subcultura gótica, se os góticos costumam gostar dos mesmos filmes que eu, de frequentar os mesmos lugares ou de ler sobre os mesmos temas. Eu gosto de muita coisa que não faz parte da subcultura gótica e não sinto necessidade de me afirmar parte de um grupo (gótico ou banger). Tenho percebido que muitas pessoas tem preferido não se afirmar parte de nada, também: e a verdade é que não faz diferença nenhuma.

Quem se afirma gótico pode gostar de muitas coisas "de fora" da subcultura, bem como quem jura de pés juntos que não é gótico pode gostar apenas dos "signos" da subcultura. Nem um dos dois está errado, de forma alguma!

Só digo uma coisa: não se importe com isso. Escute o que você gosta, vista-se com as roupas que te fazem sentir-se bem e assista os filmes que preferir - isso é ser você mesmo...
Mas tenham certeza de uma coisa: quando me perguntam "Você é gótica" eu responto "Mas é claro!".




Beijos, Succubi!!