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Batman vs Superman: não é só sobre super-heróis

TEXTO SEM SPOILERS


Quando criança, minhas manhãs eram dedicadas a assistir meus desenhos favoritos.

Na passagem para a vida adulta, infelizmente, vamos perdendo esses e outros bons hábitos. Os problemas cotidianos tomam o lugar da inocência e são tantas coisas com as quais nos preocupar... contas a pagar, trabalho a fazer, violência nas ruas, política, atentados terroristas... a leveza deixa de ter lugar em nossas vidas e muitos dos desenhos que nos encantavam perdem seu sentido.

Muitos, mas não todos.
Parte dos desenhos que costumava assistir ganhou ainda mais sentido após meu amadurecimento. Passei a entender melhor o que envolvia suas tramas, os paralelos que traçam com nossa realidade. Passei a chamá-los, inclusive, de "mitologia moderna".

Talvez tenha a ver com minha visão espiritual da vida, mas gosto de pensar em como Goku precisa aceitar suas trevas antes de evoluir ao estado de Super Saiyajin... em como o poder de Seiya tem mais a ver com sua perseverança que com sua armadura de bronze... em como Bruce tenta transmutar sua raiva absurda para com a violência e a injustiça em um símbolo que representa exatamente o contrário, ou as vezes não.

Esse "as vezes não" é o que faz com que, desde sempre, Batman seja um ícone dicotômico de extrema importância em minha vida. Ele busca sua luz em meio as trevas e ele busca ser a luz em meio as trevas. Nem sempre consegue.
Ele não pode ser todo poderoso e não pode ser de todo o bom - é um ser humano cheio de falhas, como qualquer outro. Talvez com muito mais dinheiro na conta bancária.

Kal-El, por outro lado, é o todo poderoso e todo benevolente Superman - um ser vindo de um planeta cuja evolução civilizatória estava a anos luz de distância da nossa... um apogeu tão grandioso que o próximo movimento não seria outro, senão o da decadência. Mas, sendo ele todo poderoso, poderia mesmo ser de todo o bom? ;)


Sobre o que era esse texto, mesmo?

Batman vs Superman: A Origem da Justiça traz para as telas um embate que já vimos muitas vezes nos quadrinhos e animações, mas de uma forma nunca antes vista.

O que motivaria uma luta como essa? Dennis O'Neil teve um palpite, assim como Frank Miller. Os dois tinham fundos históricos bastante distintos, fundos históricos esses que influenciaram na motivação por trás do embate que colocaria, frente a frente, homem e deus.

A equipe que deu vida ao filme do qual estamos falando o fez de forma a representar nosso fundo histórico atual e talvez por isso tenha me identificado tanto com ele.



"Temendo as descontroladas ações de um super-herói quase Deus, o forte e formidável vigilante de Gotham City assume o papel do reverenciado salvador de Metrópolis, enquanto o mundo discute para decidir qual tipo de herói realmente precisa. E enquanto Batman e Superman estão em guerra, uma nova ameaça surge rapidamente, colocando a humanidade em um perigo nunca antes conhecido."
- Sinopse Oficial

A começar por Superman.
O filme O Homem de Aço (que deve estar bem vívido em sua mente quando for assistir BvS) nos apresenta um Superman que é sim todo poderoso, mas que está longe da perfeição. É mais homem que deus.
Ao mesmo tempo que tem total consciência de seu poder quase ilimitado - e, tendo sido bem criado como o foi, procura usá-lo em favor de seus semelhantes - ele possui raiva, ressentimentos, mágoas, angústia e age até com certo egoísmo muitas vezes.

Em BvS veremos um Superman cuja personalidade está fragmentada. Vale mesmo a pena ajudar a raça humana? Ajudar a prolongar a existência de pessoas que agem sempre visando benefício próprio, não importa as custas de quem ou de quê? E não seria, ele mesmo, apenas um reflexo de todos os outros?

Enquanto alguns projetam em Kal-El todas as suas esperanças, outros projetam todas as suas frustrações. É onde entra Luthor e, sim, Bruce.

Teria Bruce conseguido salvar seus pais caso fosse tão poderoso quanto ele? Quem lhe dava o direito de jogar sua impotência (e, consequentemente, a impotência de todos os seres humanos) em sua cara?
E quanto a Lex com sua magistral genialidade? Superman também lhe jogava na cara alguma impotência?

E qual o principal problema com o poder? Seu excesso, ou o que se faz para consegui-lo?




Trata-se de uma tensão psicológica que vai crescendo durante toda a trama até desencadear num enfrentamento físico. E que enfrentamento!

Além de questões psicológicas referentes aos personagens, também encaramos as questões políticas levantadas por eles - talvez para ocultar essas fraquezas. O que poderia acontecer com a Terra caso esse ser extremamente poderoso resolvesse tomar seu controle? Quem poderia julgar alguém que se encontra acima de toda e qualquer demonstração de poder?


A Opinião

Não fui ao cinema para ver apenas uma luta física entre dois dos mais famosos super-heróis, mas um embate intelectual. Uma luta entre ideais que são extremamente parecidos e distintos ao mesmo tempo. Foi exatamente o que vi durante todo o filme.

Da primeira vez, sai completamente extasiada da sala de cinema. Carregava comigo uma opinião que contrariava quase toda a crítica especializada, exceto por uma coisa ou outra. Resolvi que, obrigatoriamente, teria que assistir de novo e vê-lo de forma mais imparcial: sai do cinema mais extasiada que da primeira vez.

Todas as atuações estão incríveis, com destaque especial para o Batman do Ben Affleck e a Mulher-Maravilha maravilhosa da Gal Gadot. Simplesmente impecáveis!




O Superman de Henry Cavill continua sendo o meu preferido dentre todos! Ele consegue carregar em seu rosto o peso da responsabilidade que recairia nas costas de um Superman, caso realmente estivesse entre nós.

Por falar em responsabilidade... a aura sombria do filme casa perfeitamente com a proposta! Imagine o medo no coração das pessoas comuns se, de uma hora pra outra, descobríssemos que não estamos sozinhos no Universo nas circunstâncias de uma guerra?

E, puxa, o Luthor do Jesse Eisenberg me convenceu muito! O ator costuma ser um tanto caricato em seus personagens, mas convence lindamente! Muitos reclamaram de descaracterização, mas o que é descaracterização quando estamos falando em personagens inspirados por HQ's?

Se você for no cinema esperando uma versão canônica, com os personagens agindo exatamente da mesma forma que conhece dos quadrinhos, você irá esperando exatamente o quê? O Superman da Terra 1, da Terra 2, dos Novos 52...?? O Luthor que sequer é vilão, além de ser casado com a Lois? Sabia que até mesmo os quadrinhos são escritos a partir de pontos de vistas diferentes, por pessoas diferentes?

Assim como o Zeus de uma cultura é o Júpiter da outra, mesmo que mantendo suas principais características, o Superman de Jerry Siegel carrega uma visão completamente distinta do Superman de Geoff Johns - são as mesmas histórias, porém contadas de maneiras diferentes! Enquanto Lex Luthor for um cientista louco cujo principal objetivo de vida é acabar com o Superman, para mim, ele não estará descaracterizado.


O que eu não gostei

Sinceramente, foi difícil escolher coisas das quais gostei menos para listar por aqui...

Eu diria que me desapontou o fato da edição ter corrido um pouco o filme, para que ficasse com um tempo aceitável. É compreensível, claro, mas a história teria sido melhor aproveitada com meia horinha a mais, ali! (Esse pode ser meu subconsciente falando... eu queria mesmo é que não tivesse acabado ainda).

Os deuses ouviram minhas preces e o Blu-Ray virá com esses 30 minutos a mais! Esperando ansiosamente para tê-lo em minhas mãos, é claro!

Além disso, outros integrantes da furuta Liga foram apresentados de forma um tanto - digamos - sem graça (com exceção do Flash).

Foi só!
Absorta nas questões levantadas pelo filme, esses itens me passaram quase despercebidos...


Resumindo

Eu poderia ter listado uma infinidade de coisas, principalmente relacionadas a forma como interpretei os acontecimentos, mas a intenção desse texto é que não contenha spoilers. Dou apenas uma sugestão: esqueça as críticas negativas, assista e forme sua própria opinião.

Se você faz parte do time que assistiu e não viu sentido no roteiro, achou as motivações fracas, a história pobre e trocentos furos, é certeza que não assistimos o mesmo filme (ao menos não com a mesma motivação). Mas quem é que lê o mesmo livro duas vezes, não?

Só me resta aguardar para saber que males a Liga da Justiça terá que enfrentar nos filmes vindouros...  ;)



Filmes da Semana #3 | Especial Batman

Não é porque estou descumprindo com a frequência prometida que irei parar com esse tipo de postagem, certo? Vamos que vamos!

Meu herói preferido, desde sempre, é o todo poderoso Batman.
Adorava assisti-lo na Liga da Justiça, me encantava com o ~péssimo~ filme que conta com tio Arnoldão no papel do Sr. Frio (que não conseguia formular uma frase sequer sem "palavras frias") e até tinha um patins cinza do Batman, já que minha avó não comprava bonequinhos de ação pra eu brincar.


"I'm afraid that my condition has left me cold to your pleas of mercy."


Depois surgiu Nolan, com sua visão ímpar sobre esse herói maravilhoso, nos brindando com uma trilogia impecável. Meus filmes preferidos do meu diretor preferido.


<Conversa Nerd>
"Ahh, mas a história ficou descaracterizada!! Não tem nada a ver com a versão dos quadrinhos, ou dos desenhos da DC!!"

Mas, se esquecermos a Crise das Infinitas Terras e nos voltarmos para a teoria do Multiverso, faz todo o sentido dentro do Universo DC, poxa!

"Não se pode simplesmente esquecer a Crise das Infinitas Terras."

Tá, mas eu quero considerar a trilogia do Nolan pré-crise e concordo com o conceito de licença poética, dá licença? Obrigada. rs
</Conversa Nerd>


Enfim, só sei que ano que vem teremos Batman vs Superman e o Esquadrão Suicida, então estou fazendo os aquecimentos necessários enquanto espero ansiosamente. Dito isso, hoje venho com três animações da DC (na verdade não são apenas três) que reassistimos essa semana e quero deixar como dica para quem ainda não viu.


Batman: Ataque ao Arkham (2014)



Sinopse:
Um Esquadrão Suicida é formado por Amanda Waller com a missão de invadir o Asilo Arkham e recuperar informações secretas do Charada. Um dos membros do esquadrão acaba libertando Coringa, que tem planos terríveis em relação ao Asilo Arkham e Gotham City, o que provoca Batman a entrar em ação.

O que eu achei:
Esse filme é uma sequência direta do jogo Arkham Origens, que é justo o único que não tenho para meus consoles :( . Quem gosta da sequência de jogos Batman: Arkham simplesmente precisa assistir. Quem gosta de Batman e ainda não assistiu, precisa assistir. Quem gosta de uma boa animação adulta, precisa assistir. Quem está ansioso pela estreia do filme Esquadrão Suicida no próximo ano, mas não sabe qual o conceito do esquadrão, precisa assistir mais ainda.

Enfim, você precisa assistir. Uma animação excelente, com o tipo de traço que mais me agrada para o gênero e uma trama ótima. Representa muito bem o nível de qualidade da DC. É lindo. Assista.


Batman: O Cavaleiro de Gotham (2008)



Sinopse:
Esse filme reúne seis curtas estrelados pelo super-herói Batman, com ambientação que varia entre as dos filmes Batman: Begins e Batman: O Cavaleiro das Trevas - ambos de Nolan. Descreve Batman lutando contra a máfia de Gotham e também contra outros vilões.

O que eu achei:
Dentre os que trago hoje, esse era o único que não havia assistido antes.
Os primeiros 12 minutos da animação trazem alguns jovens conversando sobre as vezes que interagiram com o homem-morcego, dando destaque para a visão que cada um tem sobre o herói.

Essa introdução me deixou assustadíssima, pois os traços eram bastante estranhos, bem como a narrativa! Quase desisti de continuar assistindo (sendo aquela pessoa chata que pensa "Não vou ficar assistindo meu herói preferido ser estragado").


Se o filme inteiro fosse assim, eu não teria aguentado...


Mas ainda bem que fiquei!
Cada curta tem um traço diferente: com exceção da introdução esquisita, todos remetem ao anime. Ações dramáticas, ambientação sombria, tramas interessantes... tudo lindo!

Fiquei um pouco triste pois achei que o Bruce foi meio descaracterizado nas primeiras animações - lembrava até um estudante de animes como Death Note, sabe? Mas é só uma observação, pois isso não diminuiu a qualidade da série! No final, gostei bastante (especialmente do curta do Pistoleiro).


Batman: O Cavaleiro das Trevas - Partes I e II
(2012 e 2013)



Sinopse:
The Dark Knight Returns conta uma história que começa 10 anos após a aposentadoria do vigilante mascarado Batman. Os heróis no mundo estão extintos por lei e Superman, o último em atividade, é um agente secreto americano, uma super-arma usada em casos de guerra ou crise internacionais. O aumento de criminalidade em Gotham City - com a gangue chamada de "mutantes" - aliado a um incomum senso de justiça de Bruce Wayne, fazem o homem-morcego sair das trevas da aposentadoria e enfrentar novamente os criminosos da cidade.

Uma ressalva para evitar confusões: essas duas animações foram adaptadas da história em quadrinhos intitulada, no inglês, The Dark Knight Returns - seria algo como "O Retorno do Cavaleiro das Trevas" - e foram traduzidas apenas como "O Cavaleiro das Trevas".
Essas animações nada tem a ver com o filme do Nolan, tá? Deixando claro também que essa é uma história não definitiva, situada em um "futuro alternativo" - você pode considerá-la um spin-off ou levar em consideração a teoria do multiverso da DC.

O que eu achei:
A Parte I introduz os motivos que levaram Batman a se aposentar. Suas preocupações, seus medos e seus arrependimentos enchem sua cabeça, agora que Gotham está sendo novamente tomada por uma gigantesca onda de crimes. Ficar olhando de camarote a destruição de tudo pelo que lutou ou vestir novamente a capa?

Afinal Batman é um herói ou apenas um fora da lei que busca a justiça com suas próprias mãos? Um criminoso ou um mártir?
A Parte II nos mostra que ele pode ser ambos! As pessoas e as forças policiais ficam divididas, o cerco se fecha e o povo quer uma resposta.

Essa é a fatídica animação que mostrará a luta entre Batman e Superman (o filme do próximo ano vai tirar diversas inspirações dessa série, viu?), mas não apenas essa! Qual será o fim do Coringa?




Olha, é uma animação maravilhosa, a trama é impecável, mas você precisa assistir com a mente aberta, tá? Não vale ficar falando "Anh, não é a assim que termina a história do Batman, blá blá blá" porque, como eu já disse, trata-se de uma espécie de spin-off, não do enredo "oficial".


Isso é um spoiler ou não? Eis a questão...


E você, já assistiu alguma dessas animações?
Está ansioso pelas estreias do próximo ano? Se está e ainda não viu nenhuma das citadas, recomendo muito, viu? Especialmente a primeira e a última!

Beijões e até a próxima!


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Filmes da Semana #2

Falei que iria fazer uma postagem todas as sextas-feiras sobre filme?
Bom, estou tentando cumprir. rs
Não que falte assunto, mas costumo ser muito inconstante com tudo o que faço; começo hoje, amanhã não quero mais e fica por isso mesmo. Para começar a tomar as rédeas de minhas decisões, aqui estou com a segunda postagem sobre o tema!

Sabe aqueles clássicos do cinema que, aparentemente, todo mundo conhece menos você? Peguei dois para assistir essa semana, cada um com um ator diferente maravilhoso (ambos que admiro demais): Taxi Driver com Robert de Niro e Chinatown com Jack Nicholson.

Robert de Niro é velho conhecido meu, principalmente pelos filmes com temática mafiosa - que sou en-lou-que-ci-da - como Poderoso Chefão Parte 2, Os Bons Companheiros (eita filme foda) e a comédia Máfia no Divã.
Jack Nicholson nem preciso comentar, né? Nosso eterno Coringa e nosso eterno Jack (um certo escritor louco em O Iluminado).

Levando esses gênios da atuação em consideração, já estava com altas expectativas em relação aos filmes.


Taxi Driver (1976)



Sinopse:
Em Nova York, um homem de 26 anos, veterano da Guerra do Vietnã, é um solitário no meio da grande metrópole. Sofrendo terríveis episódios de insônia, começa a trabalhar como motorista de táxi no turno da noite, para ocupar sua mente. Nele vai crescendo um sentimento de revolta pela miséria, o vício, a violência e a prostituição que estão sempre à sua volta.

O que eu achei:
No começo, não gostei nada do filme... talvez por não ter 'capturado' a essência logo na primeira assistida.
Ele começa bastante parado, do tipo entediante, e vai nos introduzindo as características de Travis aos poucos. De repente, vemos uma transformação! O homem outrora sem jeito e aparentemente sem objetivos toma uma jovem moça, que trabalha como prostituta, por protegida e decide que fará tudo o que estiver ao seu alcance para ajudá-la. Continua sem jeito, mas - pelo menos - tem um objetivo.

Uma coisa que eu percebi (não tem como não perceber) e odiei foi uma musiquinha de fundo; o mesmo pedaço se repete por todo o filme. Pensa numa coisinha irritante?

O que eu achei - com ~alguns~ spoilers (arraste com o mouse):
Logo no começo ele se apaixona por uma linda mulher e faz de tudo para conquistá-la. Quando, no primeiro encontro, ele a leva para assistir um filme pornô, já percebi que o coitado não batia bem rs. O restante do filme só comprova isso.

Travis está tão perdido que planeja fazer coisas que sua própria razão desconhece (como quando tenta realizar um atentado ao candidato a presidência), mas parece dar algum propósito para a vida quando encontra uma jovem prostituta com terríveis problemas e decide que irá ajudá-la. O final é bastante sangrento, o que me agrada muito.


Ele é um homem que, visivelmente, está desorientado - talvez devido à tudo o que sofrera durante a guerra (quase um John Rambo sem a boina verde). Isso era o que eu não tinha conseguido entender de imediato. No final, gostei bastante do filme - não achei tuuuuuuuuuuuudoooooooo iiiissssooooo wow referência, mas achei bom.


Chinatown (1974)



Sinopse:
Los Angeles, 1937. O detetive particular J.J. Gittes recebe a visita de uma mulher que acredita que seu marido, engenheiro-chefe do Departamento de Águas e Energia, tem uma amante. Depois de alguns acontecimentos, o engenheiro aparece morto e Gittes, envolvido com Evelyn, se vê no meio de um perigoso jogo de poder, com muitos segredos e mistérios.

O que eu achei:
Se tem duas palavras que resumem toda a aura do filme, essas são "segredos e mistérios". Nada é o que parece (ou é, fica a dúvida) e Gittes está determinado a descobrir todos os pormenores dos fatos para esclarecer à Evelyn a morte de seu marido.

Quem o assassinou e por qual motivo? Você se vê jogando "Scotland Yard" para resolver o caso com Gittes. É um filme bastante envolvente.

O que eu achei - com ~alguns~ spoilers (arraste com o mouse):
Em determinado momento do filme, Gittes descobre que o engenheiro traía sua esposa com uma mulher mais jovem. Teria, ela mesma, assassinado seu marido por vingança?
O pai de Evelyn também tinha motivos para se vingar do engenheiro. Teria sido ele a fazê-lo, por final? E por que descobrir onde estava a amante do marido de sua filha lhe era tão necessário?

Muitas perguntas estavam sem resposta.
O final á bastante trágico. Gittes perdeu seu chão, mas não havia muito que pudesse fazer...


O filme é muito bom, a história é bastante envolvente mas, assim como o outro, esperava mais. Em minha opinião, faltou um tiquinho de ação - algo que temperasse um pouco a história.
Eu encontrei o que procurava, porém apenas no final do filme (e de forma a pensar "Ué, não falta mais filme ai?").

Enfim... talvez por serem filmes tão referenciados, tão clássicos e com atores pelos quais tenho muito apreço, eu tenha colocado expectativas enormes. Não são filmes ruins - muito pelo contrário! Apenas não as alcançaram.
Apesar disso, recomendo sim!


Mas e você? Já assistiu algum desses? O que achoou?
Ficou curioso por assistir algum?

Me conte tudo aqui nos comentários!!

Beijões e até a próxima postagem!


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Filmes da Semana #1

Sou o tipo de pessoa que prefere milhões de vezes passar o tempo livre em casa, assistindo filmes ou jogando debaixo dos cobertores, à sair para algum lugar. As exceções acontecem apenas quando quero mudar um pouco a rotina.

Levando isso em conta, um tipo de postagem que me chama muito a atenção nos blogs que acompanho, é postagem sobre filmes. Fico feliz demais quando a Bruna (do Chanel Fake), ou a Jaque (do 4sphyxi4) - por exemplo - escrevem sobre os filmes que assistiram recentemente ou que gostam há tempos; eu mesma já conheci títulos incríveis por indicação delas.

Recentemente, assisti bons filmes e senti a necessidade de escrever sobre os mesmos em algum lugar que não fosse o facebook, como faço sempre: resolvi me comprometer com uma postagem aqui, todas as sextas, falando um pouco sobre três filmes (no máximo) que marcaram minha semana - começando por hoje!!


Mad Max: Estrada da Fúria (2015)



Sinopse:
Após ser capturado por Immortan Joe, um guerreiro das estradas, chamado Max, se vê no meio de uma guerra mortal iniciada pela Imperatriz Furiosa na tentativa se salvar um grupo de garotas. Também tentando fugir, Max aceita ajudar Furiosa em sua luta contra Joe e se vê dividido entre, mais uma vez, seguir sozinho seu caminho ou ficar com o grupo.

O que eu achei:
Já havia assistido ao clássico de 1979, com Mel Gibson como Max, e havia gostado muito. Apesar de não ter visto as sequências, quando o Estrada da Fúria foi anunciado fiquei bastante curiosa com o resultado, se comparado ao primeiro. Acompanhando as redes sociais, percebi que as pessoas ficaram enlouquecidas na estreia! Não via sequer uma alma que não tivesse gostado do filme e isso me chamou mais ainda a atenção.

Realmente o filme não desaponta. No começo, toda a ação desenfreada me pareceu apelativa demais, mas a história teve uma reviravolta muito boa! A Imperatriz Furiosa é um exemplo de guerreira e de mulher forte que luta por seus ideais. Max é o típico caso indefinido; você não sabe se ele é um bom guerreiro ou apenas um cara que tem muita sorte  rs

O que eu achei - com ~muitos~ spoilers (arraste com o mouse):
Achei maravilhoso o fato de terem colocado as mulheres em posição de destaque!
A grande heroína do filme é a Furiosa; ela procura salvar as mulheres/escravas de Joe, que são tratadas como meros objetos reprodutores, e tudo acaba tomando maiores proporções.

Quando, finalmente, todos conseguem fugir do alcance do Joe, só o que eu pensava era "Poxa, que bosta... Será que Joe simplesmente vai alcançá-los, haverá a luta final, eles vencerão e encontrarão um lugar bom pra se viver? Seria o filme apenas uma perseguição de carros tunados pós-apocalipticos?!".

Ai que entra a ponta de heroísmo do Max: como direcionador. Ele sugere que o único lugar no qual todos estariam seguros, seria na fortaleza criada pelo próprio Joe. Ai eu pensei "Ahhhhh, agora sim!" (juro que nada disso tinha me passado pela cabeça antes - a ação não me permitia pensar rs).


Mesmo assim - me matem - não achei tuuuuuuuudo isso. A história é muito boa, tipo, boa demais! Mas não gostei muito da ação extremamente exagerada; dava nem pra respirar rs


Jurassic World (2015)



Sinopse:
O Jurassic Park, localizado na ilha Nublar, enfim foi reaberto ao público como o Jurassic World. Com isso, as pessoas podem conferir diversas atrações envolvendo os dinos. Entretanto, a equipe chefiada pela doutora Claire passa a fazer experiências genéticas com estes seres, de forma a criar novas espécies. Uma delas logo adquire uma inteligência bem mais alta, se tornando uma grande ameaça para a existência humana na ilha.

O que eu achei:
Jurassic Park fez minha infância (só a minha?). Quando a continuação foi anunciada, eu fiquei extremamente ansiosa e reassisti os três filmes antigos para relembrar a história.

O começo desse filme me lembrou demais o primeiro título: dois jovens, parentes de pessoas relacionadas à administração do parque, são apresentados e logo imaginei que teriam problemas. E tiveram, mas não só eles!
A história é muuuuito envolvente, bem contada e dá nostalgia, pois todo o sentimento de aventura e admiração que temos ao assistir Jurassic Park pela primeira vez vem à tona!

O que eu achei - com ~muitos~ spoilers (arraste com o mouse):
Tudo está lindo e pacífico, mas a gente sabe que vai dar merda. O dinossauro fêmea criado em laboratório, Indominus Rex, obviamente escapa e põe em risco a vida de todos que estão na ilha.
Tentam de tudo contra a bonita e nada parece funcionar pois, além de ser extremamente forte e grande, ela é absurdamente inteligente.


Owen, o treinador de velociraptors (até então, os mais inteligentes predadores cretáceos), acaba cedendo a algumas pressões e aceita soltá-los para que ajudem a capturar a Indominus, mesmo sabendo que os raptores poderiam representar um grande perigo. Tudo ia bem e eu pensei "Aeee, finalmente vão conseguir matar a Indominus e todos serão felizes pra sempre!" - até que o tiro sai pela culatra e o tamanho da merda aumenta.

No final, outro vilão salva o dia. Fiquei perplexa, pois a história é tão envolvente que eu não lembrei da existência do bonito ou da importância dele nos filmes anteriores.

Resumindo: altamente recomendado! Se você gostou dos filmes anteriores da franquia, vai adorar esse tanto quanto eu. Há quem diga que ele foi o melhor mas, em minha opinião, empatou com o primeiro.


O Grande Truque (2006)



Sinopse:
Século XIX, Londres. Angier e Borden se conhecem há muitos anos e trabalham juntos em shows de mágica. Um truque dá errado e uma tragédia põe fim na amizade dos dois, que se colocarão em posição de eternos rivais. Quando Borden apresenta uma mágica revolucionária em seus shows, Angier fica obcecado por descobrir como ele consegue realizá-la e será capaz de tudo para superar esse feito. O roteiro é adaptado do livro homônimo escrito em 1995 por Christopher Priest.

O que eu achei:
Dificilmente esse filme teria me chamado a atenção pela sinopse, mas estando Nolan na direção não pensei duas vezes.
Nolan dirige e produz filmes cujas histórias me atormentam por dias! Minha mente fica tão embaralhada, o desenrolar das histórias me deixa tão chocada, que realmente me aterrorizo! Os piores filmes de terror/gore não possuem esse controle sobre minhas emoções - mas os filmes do Nolan sim.

Com esse, não foi diferente. Sendo uma ficção científica, você tem de manter a mente aberta para certos acontecimentos altamente improváveis, mas a história é "Wow!!!".
Tudo o que eu conseguia pensar era até onde poderia ir o ser humano na busca pela perfeição de suas obras, ou na busca pelo sucesso, ou pela superação do feito de um inimigo...

O que eu achei - com ~poucos~ spoilers (arraste com o mouse):
No começo, tudo é bastante confuso mas, aos poucos, vamos conhecendo os personagens e ficamos imaginando as situações que levaram à morte de Angier, apresentada nas primeiras cenas do filme.

Será que Borden realmente o assassinara por vingança? Mas Angier tinha sido o maior prejudicado com o truque que dera errado! Por que Borden teria se vingado dessa maneira e não o contrário? Que segredos absurdos se escondiam por trás dos acontecimentos e por trás dos truques incríveis de Borden?

Olha, foi esse o filme que me fez querer vir aqui e começar postagens sobre o tema, porque eu não podia conviver comigo mesma se não viesse recomendá-lo pra vocês. Sério.
Se você não gosta de ficção científica, acontecimentos "brisados" ou dos filmes do Nolan, fuja. Caso goste do estilo do Nolan (Interestelar, A Origem, Batman Begins...), de dramas, acontecimentos "brisados" e de pensar "Caramba, que loucura!!!" no final de um filme, se jogue!


Por hoje é isso!
Já assistiu algum desses filmes? Conte pra mim o que achou deles e vamos continuar essa conversa aqui nos comentários.

Espero que tenha gostado!
Beijos e até a próxima!


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